Tóquio pode ter medalhas olímpicas feitas de lixo eletrônico

Um dos objetivos das Olimpíadas é deixar um legado positivo para a cidade sede e para o mundo inteiro. É assim em todas edições. Pensando nisso, os organizadores de Tóquio 2020 anunciaram essa semana que pretendem produzir as medalhas olímpicas com partes de eletrônicos descartados.

A ideia partiu do fato de que o Japão não produz muitos metais preciosos, mas em compensação é um dos maiores produtores de lixo eletrônico do mundo. É uma verdadeira “mina urbana”, como eles mesmos chamam, já que esse lixo possui em sua composição pequenos pedaços de ouro, prata e cobre. Segundo o “Nikkei Asian Review”, só em 2014 o Japão conseguiu recuperar 143 kg de ouro, 1.566 kg de prata e 1.112 toneladas de cobre desses materiais descartados. Para se ter ideia, o ouro e a prata dos eletrônicos no país correspondem a 16% e 22% das reservas globais.

O Comitê Olímpico Internacional ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas se a proposta for aceita será um grande passo ambiental, já que no Japão são mais de 600 mil toneladas de resíduos desse tipo descartados todos os anos, sendo apenas cerca de 15% reciclados.

[Foto: Reprodução/Facebook Tokyo 2020]

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