Países se unem e lutam pelo Santuário de Baleias do Atlântico Sul

Desde 1998 alguns dos 88 países membros da Comissão Internacional Baleeira (CIB) lutam pelo Santuário de Baleias do Atlântico Sul. O objetivo é proteger as mais de 50 espécies ameaçadas de extinção. Finalmente, essa luta poderá ter um fim vitorioso na Eslovênia, entre os dias 20 e 28 de outubro, quando Brasil, Argentina, Uruguai, África do Sul e Gabão levarão a proposta do Santuário atualizada à Comissão. Para mobilizar a sociedade e pressionar ainda mais a CIB, foi lançada uma petição online que já conta com mais de 700 mil assinaturas, além da campanha nas redes sociais “Santuário de Baleias do Atlântico Sul: #santuarioeuapoio”, que ganhou a adesão de milhares de internautas e diversas organizações, como Greenpeace, SOS Mata Atlântica, Instituto Boto Cinza, Mater Natura, WWF, entre outras.

Países como Japão, Islândia e Noruega insistem na caça às baleias (Foto: Divulgação)
Países como Japão, Islândia e Noruega insistem na caça às baleias (Foto: Divulgação)

Durante o século 20, quase 3 milhões de baleias foram mortas em todo o mundo, mais de 70% delas foram caçadas no hemisfério sul. Para contornar essa situação, foi estabelecida uma moratória global sobre a caça comercial, que entrou em vigor em 1985. Entretanto, países como Japão, Islândia e Noruega foram contra a moratória, e continuam caçando as baleias. Outras atividades humanas também passaram a ameaçar os animais, como a captura acidental, poluição sonora, poluição marinha (química e por lixo, principalmente plástico), colisão com navios, animais enroscados em redes e mudanças climáticas.

O Japão é um dos países que mais caçam baleias no mundo. O governo japonês apoia a prática, alegando ser usada para fins científicos, o que não é totalmente verdade, já que a maior parte das baleias caçadas acabam em restaurantes. No início desse ano, o Japão chocou com a notícia de que teria caçado, em três meses, mais de 300 baleias na Antártica, sendo 230 fêmeas e 90% delas grávidas.

O Santuário das Baleias

De acordo com o site do Ministério do Meio Ambiente, o Santuário tem como limite o já existente Santuário da Antártica. Juntos, os dois Santuários protegeriam todas as baleias que circulam por águas brasileiras, argentinas, uruguaias e pelo litoral sudoeste africano.

Com o apoio da CIB, o Santuário pretende promover pesquisas científicas não-letais e não-extrativas, assim será possível monitorar a recuperação das populações de baleias quase extintas e analisar as ameaças e intervenções humanas para reduzir ou acabar com o impacto ambiental nocivo.

Outra proposta do Santuário é o incentivo ao desenvolvimento econômico-sustentável, não extrativo e não-letal das baleias para o benefício das comunidades costeiras da região, como por exemplo, a observação dos animais em seu habitat e atividades educacionais.

Os cetáceos do Oceano Atlântico Sul

Cetáceos é o nome dado ao grupo de mamíferos aquáticos composto pelas baleias, botos e golfinhos. Eles são extremamente inteligentes, carismáticos e curiosos, por isso também são vítimas constantes da indústria do turismo e entretenimento. Infelizmente a carne das baleias é considerada uma iguaria e a gordura é utilizada como combustível, lubrificante e espessante na construção civil.

Entre as baleias, seis espécies que habitam as águas do Atlântico Sul (azul, fin, sei, minke Antártica, jubarte e franca) são altamente migratórias e se alimentam durante o verão nos oceanos Antártico e Subantártico. Elas se reproduzem em águas tropicais, subtropicais e temperadas no inverno e primavera. Outras espécies de destaque que também serão protegidas pelo Santuário são: cachalote, bryde e pigmeia, além das Toninhas, espécie endêmica, menor e mais ameaçado cetáceo do Atlântico Sul.

Ainda dá tempo de ajudar na luta pelas baleias! Para assinar a petição acesse http://www.santuariodasbaleias.org.br/ . Depois de assinar, compartilhe nas redes sociais com a hashtag #santuarioeuapoio

 

 

 

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