Matéria Rima e MC Kunumi lançam rap sobre demarcação de terras, respeito aos povos indígenas e natureza

Levando oficinas culturais a mais de 1000 alunos de 16 escolas da rede municipal de Diadema, Matéria Rima inicia parceria artística com rapper guarani nascido na aldeia Krukutu, localizada em Parelheiros, capital paulista. Em breve outras músicas serão lançadas

Conhecido por desenvolver um trabalho socioeducativo inovador em escolas da rede pública, o grupo de hip hop Matéria Rima e o rapper MC Kunumi, da aldeia guarani Krukutu, localizada em Parelheiros, capital paulista, estão lançando a música “Somos guerreiros daqui”.

Com apenas 16 anos – Kunumi significa jovem em guarani -, Werá Jeguaka Mirim começou a ouvir rap aos 9 anos. Filho do escritor e palestrante indígena Olivio Jekupe, o artista escolheu o rap como ferramenta de veiculação de ideias em favor da causa indígena. Em junho deste ano lançou seu primeiro disco, intitulado “My blood is red”.

“Uso o rap para protestar e batalhar. Com ele dá para denunciar as violações de direitos humanos e essa corrupção que está aparecendo agora”, diz MC Kunumi, que ficou conhecido em 2014, ao estender na abertura da Copa do Mundo uma faixa pedindo a demarcação de terras indígenas. Outra aparição midiática expressiva se deu no reality show Click Esperança, da rede Globo.

Foi nesta última ocasião, aliás, que o artista guarani conheceu Nicolas MC, rapper que é filho de MC Joul, fundador e coordenador do Matéria Rima. “Nossa causa pela educação busca a aproximação com diversos atores para ajudar na construção de um país mais ético, justo e humano”, conta MC Joul, acrescentando que, após o Matéria Rima ir conhecer a aldeia Krukutu, MC Kunumi e seu pai visitaram a sede do Matéria Rima, localizada em Diadema, São Paulo.

“Já sabíamos que desse encontro algo muito bom poderia surgir. Nosso engajamento fez fluir uma importante parceria: além de lançarmos a música ‘Somos guerreiros daqui’, estamos trabalhando na produção do segundo CD do MC Kunumi, que será repleto de letras contestadoras. Não é só isso. Estamos com ele contra a fome, o racismo e a violência que se impõem ao seu povo”, ressalta MC Joul.

(Fonte: DINO – Divulgador de Notícias)

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