Insatisfação profissional: por que a nova geração está tão frustrada?

Por Lilian Sanches

A nova geração profissional, na faixa dos 20 a 30 anos, chegou ao mercado de trabalho com ambições e habilidades bem diferentes dos seus antecessores. Eles tem pressa, querem viver o hoje como se não houvesse amanhã. Crescimento contínuo, aprendizado acelerado e um tal de propósito viraram itens básicos, mais valorizados até do que os planos de benefícios.

Por outro lado, empresas tentaram se adequar as pressas, maquiando locais de trabalho e processos para que a flexibilidade exigida por muitos parecesse existir. Mas em muitos casos, a liberdade de trabalho foi substituída por e-mails, viagens e reuniões aos finais de semana e os bônus e reajustes salariais trocados por snacks e máquinas de café durante o expediente.

Aos poucos, muitos profissionais vem percebendo que a conta corporativa não fecha.

Ser feliz apenas aos finais de semana, trabalhar por dinheiro e não por satisfação, não saber – ou não poder – monetizar o seu sonho e viver fazendo o que ama, não ter tempo pra família, saúde e qualidade de vida –  são itens que estão sendo questionados.

Neste cenário, surgem os inquietos, pessoas que fogem do padrão de conformismo, que não aceitam as regras e modelos de sucesso estabelecidas pela sociedade, que jogam tudo para cima ou migram entre uma profissão e outra, em busca desse algo a mais.

Claro que muitas vezes, a decisão é apoiada e incentivada pela família, que deu duro para manter o padrão familiar e educar os filhos em boas escolas, mas também vemos muitas pessoas que simplesmente não fazem questão de seguir os padrões do que a sociedade dita como “a melhor escolha”: pessoas que optam por não ter carro ou casa própria, aderem à um estilo de vida mais simples e consciente e que se preocupam muito mais com o ser do que com o ter.

Nos ensinaram que pra ter sucesso é necessário trabalhar duro, muitas vezes estar longe ou ausente da família, como nossos pais fizeram, e abdicar da vida pessoal e do que nos faz feliz, focando 100% no trabalho. Hoje, enxergamos que o caminho para ter satisfação em qualquer coisa que a gente faça é viver o hoje, aproveitar mais o agora e ter clareza sobre quem somos e o que queremos da vida. E pra isso não existem modelos prontos, precisamos reinventar o trabalho e a forma como nos relacionamos com a carreira, com o sucesso, com a vida.

E as pesquisas sobre psicologia positiva já mostram que se preocupar consigo não é egoísmo. As pessoas que mais tem capacidade, financeira e psicológica, para ajudar os outros é quem está bem de verdade. Assim, elas entregam ao mundo o seu melhor, como uma compensação pelas coisas boas que vivenciam, gerando um impacto positivo em suas ações e relações.

Quando você começa a se levar a sério, quando olha para o que realmente impacta em sua vida, quando potencializa quem você é e respeita a sua essência, você começa a realizar tudo o que sonha, vibra, deseja.

Tudo começa a dar certo.

A maior barreira para que as mudanças ocorram não é a falta de oportunidades e sim o medo da mudança. O medo prende as pessoas, faz com que elas resistam às mudanças e fiquem presos à padrões, que muitas vezes já não servem mais.

E quem disse que para mudar precisamos mudar tudo de uma única vez?

Normalmente mudamos quando algo chega no limite. Esperamos demais e quando vemos não dá mais tempo de agir com calma, com leveza. E isso pode ser um desastre.

Os principais sinais de que sua carreira não vai bem:
  • Tristeza aos domingos.
  • Sexta-feira é o dia feliz. Mas tudo é melhor do que trabalhar, inclusive ficar doente!
  • A vida está chata, sem graça e você reclama de tudo.
  • No trabalho, tudo o que você gosta de fazer não tem relação nenhuma com o trabalho em si.
  • Você sempre está procurando emprego ou oportunidades de empreender, correndo inclusive o risco de ir para algo pior.
  • Sua saúde, qualidade de vida, amigos e familiares não são prioridade. Aliás, como encaixá-los na agenda é sempre sua dúvida. Não dá tempo pra isso.
  • O que é propósito? Você não faz ideia. Sente que algo está faltando, mas não sabe o que é. Pra que você trabalha? Pra pagar as contas do mês e olha lá.
  • Faz compensações, consciente ou inconscientemente. Se não tem felicidade no trabalho, melhor ser feliz de outra forma: compras, comida, jogos, bebida.
  • Desafios, crescimento, orgulho da sua carreira. Quanto tempo que você não sente isso?
  • Não faz ideia de como será seu futuro profissional. A única coisa que você tem certeza é que não quer continuar como está.
Nos dias 3 e 4 de Junho acontece em São Paulo o projeto Carreira para Inquietos!

Vamos desconstruir tudo o que você entende por trabalho, carreira e sucesso para então reconstruir os conceitos, mas de forma autêntica: da sua forma, alinhado à sua essência, valores, ambições… alinhado com o que você espera para a sua vida! Vamos falar sobre medos, barreiras…porque não seguimos nosso coração, nos bloqueamos e nos conformamos em ter menos do que merecemos, para então desbloquear nosso fluxo criativo e todo o nosso potencial. E usá-lo pra ter mais resultados e felicidade, no trabalho, na vida.

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