Especialista afirma que gorila assassinado estava protegendo criança

Um menino de quatro anos caiu no espaço onde vivia Harambe, um gorila de 17 anos, com cerca de 200 kg e ameaçado de extinção. O incidente ocorreu no último domingo (29), no zoológico de Cincinnati, EUA. Vendo a possibilidade do animal matar ou ferir gravemente a criança, os responsáveis pelo local decidiram matar a tiros Harambe, o que gerou críticas no mundo inteiro.

O menino passou por uma barreira, caiu de uma altura de aproximadamente quatro metros dentro do poço onde Harambe vivia e ficou com o animal por cerca de 10 minutos. Algumas testemunhas afirmaram que o menino já havia expressado várias vezes vontade de chegar perto dos animais. Com isso mais de 100 mil pessoas assinaram uma petição online exigindo que os pais da criança fossem responsabilizados pelo ocorrido e processados por negligência.

No dia seguinte do ocorrido, manifestantes protestaram no local dizendo que o zoo usou força excessiva, mas de acordo com a diretoria do zoológico, não havia outra opção, pois se o dopassem, o tempo que demoraria para os tranquilizantes fazerem efeito poderia ser fatal para a criança, que não teve graves ferimentos.

Em entrevista ao site inglês Mirror, a especialista em linguagem corporal de primatas da universidade Liverpool, Dra. Emily Bethell, garante que o gorila não era uma ameaça, muito pelo contrário. Para Emily, Harambe estava protegendo a criança: “Ele estava claramente protegendo o menino. Não houve sinais de que o gorila iria machucá-lo. Eu diria que a maior ameaça ao menino ocorreu quando o gorila se moveu e o arrastou, o que poderia ter causado algum dano, mas a linguagem corporal do gorila é definitivamente protetora”, afirma. Quem estava no local disse que o gorila não demonstrou agressividade e que arrastou a criança por ter se assustado com os gritos das pessoas.

(Foto: Cincinnati Zoo)

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