Ação social oferece aulas gratuitas de canto para pacientes com asma e doença pulmonar crônica

Prática do canto é um importante aliado na melhora da capacidade respiratórias em pacientes com asma e enfisema

Já dizia o ditado popular: “Quem canta, seus males espanta”. Além dos males, afasta as complicações respiratórias. Essa foi a conclusão de um estudo conduzido na Universidade de São Paulo (USP), que analisou 43 pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) durante aulas de canto e práticas manuais. Após 24 encontros, os alunos de canto apresentaram melhoras nos sintomas de falta de ar e redução do volume de reserva expiratória. Pensando nisso, o Brasil Sem Alergia, ação social que já realizou mais de 300 mil atendimentos gratuitos em alergias no Rio e no Paraná, vai organizar um coral com pacientes que apresentam asma e DPOC (bronquite crônica e enfisema pulmonar). Com início no fim de janeiro, as aulas de canto serão gratuitas e conduzidas por um regente de coral. Os alunos receberão, gratuitamente, medicamentos para o tratamento de sua doença respiratória.

Para participarem das aulas, os interessados deverão antes realizar o exame de espirometria (teste de esforço), que é oferecido sem custo em unidades do Brasil Sem Alergia (Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Realengo). O procedimento, rápido e simples, é fundamental para o diagnóstico de doenças respiratórias. Uma vez diagnosticado, o paciente poderá dar início às aulas, caso queira. O agendamento do exame poderá ser feito pelos telefones (21) 4063-8720 ou (21) 3939-0239 ou ainda pelo site www.brasilsemalergia.com.br. Além da espirometria, os pacientes terão acesso, de forma gratuita, a testes alérgicos, atendimento médico e orientação multidisciplinar. As atividades são realizadas de segunda a sábado, de 9h às 18h.

Segundo o coordenador técnico do Brasil Sem Alergia, o médico Marcello Bossois, a prática do canto produz diversos benefícios à saúde das pessoas, especialmente no caso de quem sofre com problemas respiratórios. “Cantar estimula e melhora a respiração diafragmática, aumentando a capacidade de levar mais oxigênio para os pulmões”, comenta o especialista. Para ele, o canto ajuda na qualidade de vida como um todo, relaxando a zona cervical e permitindo a entrada de ar pela boca e pelo nariz de forma correta. “Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que quem canta, seus problemas respiratórios espanta”, brinca o coordenador do Brasil Sem Alergia.

As aulas

Com três núcleos de trabalho (Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Realengo), as aulas de canto terão, inicialmente, 20 alunos por unidade. No total, 60 pacientes poderão participar das atividades. Depois, a ideia é estender o projeto, com a criação de novas turmas. Os ensaios serão semanais, realizados dentro das instalações do Brasil Sem Alergia.

Guilherme Maldonado, pós-graduado em Regência Coral pelo Conservatório Brasileiro de Música (CBM), está animado para iniciar o projeto. “Vai ser uma honra poder trabalhar o canto de forma a levar mais qualidade de vida para os pacientes que têm essas complicações respiratórias”, celebra. “Espero poder fazer um pouquinho de diferença na vida destas pessoas”, comenta o regente. No primeiro semestre de 2018, o coral do Brasil Sem Alergia deverá fazer uma apresentação pública, em local ainda a ser definido.

Núcleos

Duque de Caxias: Rua Conde de Porto Alegre 155, Bairro 25 de Agosto
Nova Iguaçu: Rua Iracema Soares Pereira Junqueira, sem número, na Cruz Vermelha de Nova Iguaçu
Realengo: Av. Santa Cruz 1896

Fonte: Dino – Divulgador de Notícias

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